Como o golpe ocorre
Criminosos clonam ou imitam contatos no WhatsApp e pressionam por transferências imediatas via PIX. O pedido costuma citar urgências (hospital, dívida, compra) e usa dados pessoais extraídos de redes sociais para parecer legítimo.
Passo a passo imediato
1) Bloqueie o contato suspeito e avise familiares. 2) Comunique o banco pelo canal de fraude, registre protocolo e peça acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED). 3) Faça boletim de ocorrência. 4) Guarde prints das mensagens e comprovantes das transferências.
Provas e protocolos
- Capturas de tela das mensagens, números usados e foto do perfil.
- Comprovantes do PIX (ID da transação, chave, hora, valor).
- Protocolos de atendimento do banco e e-mails de contestação.
- BO eletrônico ou presencial e eventual manifestação ao Bacen.
Contestação no banco e MED
Solicite o MED conforme Resolução BCB 147/2021 (antes Res. 103) para tentativa de bloqueio e devolução. Se o banco negar sem justificativa, conteste via ouvidoria e registre demanda no Banco Central (Registrato/Consumidor).
O CDC permite responsabilizar a instituição por falha de segurança ou atendimento inadequado, inclusive por não disponibilizar canal ágil de bloqueio.
Quando acionar a Justiça
Se o valor não for devolvido ou o banco demorar a atuar, ação judicial pode requerer restituição, danos materiais e morais. Protocolos, registros e prints fortalecem o pedido.
Perguntas frequentes
Posso responsabilizar a pessoa cujo WhatsApp foi clonado?
Em regra, não. O foco é a origem do golpe e a conduta das instituições financeiras no bloqueio e apuração.
Quanto tempo tenho para pedir o MED?
O pedido deve ser imediato, preferencialmente em até 80 minutos, mas pode ser aberto depois para tentar bloquear o recebedor enquanto houver saldo.
Fale conosco
Envie comprovantes do PIX, prints das mensagens e protocolos do banco. Avaliamos a viabilidade de reaver os valores e responsabilizar a instituição por falhas no atendimento.